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M*A*S*H (1970) Julho 4, 2008

Posted by Ricardo Ferreira in Cinema Norte-Americano.
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Uma das melhores sátiras sobre guerra que já vi!

Trapper John, Hot Lips, Hawkeye

Só porque é 4 de julho!

A História do Brasil (1974) Julho 1, 2008

Posted by Ricardo Ferreira in Cinema Brasileiro.
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Palavras não bastam para expressar a grandeza de um homem que raciocinava através de imagens. Em seu filme, A História do Brasil, Glauber Rocha transita 500 anos em 2h e 40min sem se omitir em nenhum aspecto relevante, ao meu ver. Tendo realizado essa obra no exílio, Glauber se utilizou de um texto impecável assinado por ele próprio e por Marcos Medeiros e narrado por Jirges Ristum. O texto estabelece associações a diversas imagens e trechos de filmes, que vão traçando de maneira dialética e paralela, a história de um Brasil na visão Glauberiana. A primeira parte do filme, da chegada dos portugueses até a semana de arte moderna, é tratada de uma forma bastante didática. Na segunda parte, quando se chega ao ápice do filme, Glauber faz uma releitura da história do país no séc. XX, mostrando o papel de alguns personagens marcantes da história política brasileira como Getúlio, Jango, e os comandantes da ditadura militar, tentando nessa parte do filme expandir o seu raciocínio para associar o que acontecia no Brasil com o que acontecia no resto da América Latina. De maneira clara e concisa, Glauber foi pioneiro, porque estabeleceu uma releitura da história do Brasil que ainda hoje não é nem sequer discutida na maioria dos livros escolares do país, sendo que tudo isto foi pensado em plena ditadura, 1974, para ser mais preciso. Apesar de ser uma obra inacabada, finalizada posteriormente por Marcos Medeiros, é de fundamental importância, pois apresenta uma visão singular da nossa história.

A Noite de São Lorenzo(1982) Maio 30, 2008

Posted by Ricardo Ferreira in Cinema Italiano.
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O filme, A Noite de São Lorenzo, é influenciado pelo que há de melhor no cinema italiano, o neo-realismo. Essa obra de arte dirigida magistralmente pelos Irmãos Taviani ganhou o premio do júri em Cannes em 1982. Os irmãos dividem as cenas e cada um dirige a sua cena de maneira autônoma, é essa incrível capacidade aliada às boas atuações de alguns atores amadores e outros atores profissionais que faz desta uma película única. Sem duvida é um dos melhores filmes de guerra que vi recentemente! O roteiro foi inspirado na violência cometida pelos soldados alemães, enquanto fugiam da Itália, contra os moradores de um povoado italiano. Os diretores, que durante o período da segunda grande guerra moravam na região da Toscana, resolveram utilizar a cidade onde cresceram como locação para as filmagens.

Nota: O ator Omero Ontonutti que fez o personagem Galvano em A Noite de São Lorenzo, também participou de outro grande filme dos Irmãos Taviani, Pai Patrão(Padre Pardrone). Filme que por um algum motivo me faz lembrar de Lavoura Arcaica, sempre que vejo a atuação do Raul Cortez em Lavoura me lembro de Omero Ontonutti em Pai Patrão. São duas atuações realmente impressionantes!

Lola (1981) Maio 18, 2008

Posted by Ricardo Ferreira in Cinema Alemão.
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“Uma puta é algo a venda como esse Ming aqui, só que podemos tocá-las e não são tão raras!”

Eu adoro a forma como Lola (Barbara Sukowa), do Fassbinder , tenta explicar a sua profissão para a sua filha; é realmente algo muito encantador! Hehehe

Esse filme é muito mais do que uma crítica à sociedade contemporânea, é uma crítica as atitudes dos seres humanos, como um todo.

Nine (2009) Maio 16, 2008

Posted by Ricardo Ferreira in Cinema Norte-Americano.
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Rumores na Internet trazem o nome de Daniel Day-Lewis associado ao novo projeto do diretor Rob Marshal que deve ficar pronto em 2009, chamado Nine. Esse filme será baseado em um musical de sucesso que havia sido inspirado no filme 8¹/2 de Federico Fellini. Se há algo de bom que os norte-americanos sabem fazer, definitivamente isto é um musical. Estou ansioso para que essa profecia se concretize somente para ver o Guido do Day-Lewis inspirado no Guido do Mastroianni, vale a pena ressaltar que o musical Nine, que estreou em 1982 na Broadway, recebeu criticas muito positivas, e o Guido deste musical já foi interpretado por Raúl Juliá e Antônio Bandeiras.

O Capote (1952) Maio 15, 2008

Posted by Ricardo Ferreira in Cinema Italiano.
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O Capote (Il Capoto) do Alberto Lattuada é uma belíssima adaptação do conto homônimo do Nikolai Gógol. Utilizando o humor e a ironia o cineasta italiano criou uma visão completamente única dessa famosa obra do escritor ucraniano. Outro grande mérito dessa adaptação é a permanência do fantástico presente no conto do Gógol, que contrasta com o realismo da primeira parte da história.

Nota: Só não me conformo com a mudança do nome do personagem principal, de Akaki Akakievitch, para Carmine De Carmine.

The Conversation (1974) Maio 5, 2008

Posted by Ricardo Ferreira in Cinema Norte-Americano.
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Harrison Ford, 32 aninhos apenas, como Martin Stett no filme The Conversation do Francis Ford Coppola

Gene Hackman como Harry Caul em uma de suas melhores atuações no cinema.

Gene Hackman aprendeu a tocar sax especialmente para esse filme, que tem uma trilha sonora impressionante!

Nota1: O Coppola, que comprou os direitos de On The Road do Kerouac em 1968, finalmente após diversas tentativas frustradas, parece que vai produzir o filme. E o roteiro vai ser assinado por um brasileiro, o Walter Salles. Entrevista com o Walter Salles

Nota2: Estava assistindo esse filme do Coppola, The Conversation, quando me deparo com nada mais, nada menos, do que John Cleese como figurante, será que era ele mesmo?  Não tenho certeza, então vou colocar a foto AQUI para quem quiser confirmar.


Relações Violentas Maio 3, 2008

Posted by Ricardo Ferreira in Cinema Alemão.
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Enquanto assistia Violência Gratuita (Funny Games/1997) do Michael Haneke só conseguia pensar em algumas frases da primeira página do livro a Sociedade do Espetáculo de Guy Debord, que meu amigo, Renato Batata, havia me apresentado alguns dias antes, e que depois descobri que tinha em casa, hehehe. Aquelas palavras ficaram em minha cabeça durante toda a semana, e não é que no final do filme encontrei  uma relação significativa com as idéias apresentadas no ínicio do livro.

“E sem dúvida o nosso tempo… prefere a imagem à coisa, a cópia ao original, a representação à realidade, a aparência ao ser… O que é sagrado para ele, não é senão a ilusão, mas o que é profano é a verdade. Melhor, o sagrado cresce a seus olhos à medida que decresce a verdade e que a ilusão aumenta, de modo que para ele o cúmulo da ilusão é também o cúmulo do sagrado. (Feuerbach, prefácio à segunda edição de A essência do cristianismo.)”

cabeçalho da 1º página do livro Sociedade do Espetáculo de Guy Debord.

O modo como o personagem central do filme dialoga com a público piscando o olho para a câmera ,nesse caso, mostra exatamente a relação de identificação entre ele e o espectador que vai ao delírio com os seus bárbaros crimes e sua completa liberdade de consciência.

Separei outro trecho do filme que me fez lembrar do livro do Debord:

(uma dialogo entre os dois assassinos no final do filme( enquanto eles estão passeando no lago)

Peter: - Quando Kelvin supera

a força da gravidade;

acontece que um universo

é real, mas o outro é ficção.

Paul: - Como pode?

Peter: - Era uma espécie

de modelo, de projeção no ciber espaço.

Paul: - E cadê seu herói…

na realidade ou na ficção?

Peter: - Mas a ficção é real, não é?

Paul: - Como assim?

bem, a gente a vê nos filmes!

Peter: - Claro.

Paul: - Ela é tão real quanto a

realidade que vemos.

Peter: - Besteira!

Paul: - Por que?

( 1º item enumerado da 1ª pág. do livro do Debord)

“Toda a vida das sociedades nas quais reinam as condições modernas de produção se anuncia como uma imensa acumulação de espetáculos. Tudo o que era diretamente vivido se afastou numa representação.”

A questão do jogo, que é uma construção simbólica, serve como um elemento para ironizar a razão e os valores da nossa sociedade. E ironiza também a fabulação dentro da ficção como forma de se escapar da realidade ficcional. Resumindo o Haneke é foda, gostaria de assistir mais filmes dele, já vi o Cachê e A Professora de Piano, ambos no mínimo podem ser considerados interessantes e muito bem trabalhados.

Sobre o livro do Debord, é o próximo na minha lista! Já estou baixando o filme também, que foi baseado no livro e é dirigido pelo próprio Debord.

That’ll be the day! Abril 26, 2008

Posted by Ricardo Ferreira in Cinema Norte-Americano.
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John Wayne como Ethan Edwards em Rastros do Ódio(The Searchers) do John Ford

“O melhor crítico é o tempo!”

Peter Bogdonovich

Produções Independentes com Baixo Custo e Bom Gosto! Abril 24, 2008

Posted by Ricardo Ferreira in Cinema Norte-Americano.
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Algumas produções realmente me impressionam, não só pelo bom conteúdo, mas também pela capacidade de alguns diretores de fazer o dinheiro investido na produção de seus projetos render. Este é o caso de dois filmes que eu tive a oportunidade de assistir ultimamente: o Pi do Darren Aronofsky e o Primer do Shane Carruth. Os dois gastaram muito pouco e realizaram filmes de ficção cientifica nos EUA, gênero famoso por apresentar valores absurdos com seus efeitos especiais.

David Sullivan e Shane Carruth como Abe e Aaron em Primer.

O Primer teve o seu orçamento estimado em 7 mil dólares. Com criatividade, Carruth, que é formado em matemática, foi vencendo os empecilhos gerados por gravar com quantia tão baixa. Ele que também é o roteirista e o ator principal do filme, gastou a maior parte do dinheiro aplicado, nos 3 anos que levou trabalhando com esse projeto, na compra das películas de 16 e 25 mm utilizadas nas gravações.

Site oficial do filme Primer

Sean Gullete como Maximillian Cohen em Pi

O Pi já gastou um pouco mais de verba, seu orçamento inicial era de 60 mil dólares. O Aronofsky se deu ao luxo de contratar atores e uma equipe de 5 pessoas, contudo necessitou de diversos produtores que dividiram 50% dos lucros do filme.

Site oficial do filme Pi

Dowload dos filmes no Forum do MakingOff em torrent:

Primer

Pi

Dica: quem ainda não é membro do MakingOff, está na hora de se registrar, é bem simples e são diversas as vantagens.

Nota1: Fugindo um pouco do assunto. Existe um auxilio para a produção de longas no Brasil, que chega a 1 milhão de reais por filme e é liberado para 5 diretores, não estreantes, por ano. O Ministério da Cultura que fomenta a produção  cinematográfica independente do país deveria ser mais cauteloso com a escolha de seus projetos; tive a oportunidade de assistir um dos filmes que ganharam o edital ano passado e me surpreendi negativamente com a qualidade do filme, tanto o conteúdo quanto a forma não são dignos de um filme de 1 milhão de reais.

Nota2: O estimado Renato Batata, que me indicou o filme Primer, estreiou o Blog; Por dentro da caixa preta. Bem vindo Batata à blogosfera. Uhnn, esse nome blogosfera me dá náuseas! heheh.